Monica Polistchuk

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SKATE

Um pedaço de madeira de vários tamanhos tipos e formas, com 4 rodinhas de qualquer cor ou dureza onde vai 8 rolamentos espaçadores 4 porcas para segurar no truck e consequentemente 8 parafusos com 8 porcas para ficar firme naquela tabua de madeira.

Agora o meu skate eu escolho a cor das rodas coloco as lixas na cor que quero do jeito que curto e todas os parafusos e detalhes serão como eu decidir pois ele será meu companheiro de momentos intensos e muita diversão, eu sei que toda vez que nos encontrarmos será pela melhor das causas EU e minha sobrevivência, meu escape e encontro ao mesmo tempo.

 

CAMPEONATOS DE SKATE

Sempre levei os campeonatos como um encontro com colegas de skate de todos os cantos, como uma grande reunião. Enfim foi como era para mim nos anos 80 uma garota no meio de tantos caras mais velhos e bom no skateboard nunca imaginei que entraria nas competições e sairia vencedora. Particularmente acho meio difícil julgar skatistas uma vez que cada um tem um estilo próprio. Cada um tem uma opinião mas adoro campeonatos mas nunca pelo resultado do podium , esse na real não é importante.

 

PORQUE SKATE

No começo sensacional rápido, um som legal, desafiador, na visão de uma garota de 12 anos, e cada ano da vida e compreendendo melhor ao redor ampliando a visão tudo fazia mais sentido, desde as letras de musica punk reclamando do sistema, a necessidade de pensar fora da caixa, e quando pensava que tudo tinha transição dai começou o street com wall ride , escada, dai o louco você vai envelhecendo e vai curtindo ainda mais suas escolhas.

 

SKATE E ESTILO DE VIDA

e deveria se tomar cuidado de passar para nova geração pois e necessário para um futuro não só do skate mas para garantir seres criativos e pensadores , e minha opinião tem um lance no skate mundial que eu percebo que chama RESPEITO e isso e bem legal e deveria virar regra.

 

MELHOR COISA QUE SKATE ME TROUXE

Acredito que CAIR LEVANTAR E TENTAR DE NOVO essa coisa de gente teimosa e cabeça dura fora uma cambada de amigos

A PIOR bem deixo essa para artrose nos joelhos, mas como eu sempre digo alguma coisa sempre temos pelo menos e sinal que usei.

 

O QUE FAZER PELO SKATE

Cada um faz o que acredita pela sua própria experiência, eu gostaria de apoiar as garotas, pois sinto que fui uma pessoa de muita sorte pois tive pessoas incríveis no meu caminho que sempre me ajudaram e realizei não só meus sonhos mais melhorei como ser humano e acredito que a vida e por ai.

 

UMA VIAGEM QUE SKATE TE TROUXE

Minha primeira saída do Brasil sem duvida com 9 colegas de skate e 400 dólares no bolso, eu tinha 18 anos pensando hoje era cedo mas na época eu estava certa do que queria, hoje como adulta percebo que não e todo adulto que sai de viagem para algum lugar que não conhece e não fala a língua, então sem duvida que a primeira foi com ajuda do skateboard.

 

FAMILIA SKATEBOARD

Tenho a impressão que a galera de skate dos anos 80 foram presenteada com essa web de amizade , foi uma galera que insistiu no skate sem lucro, puro espirito de aventura e liberdade de escolher contra a família em casa ou o estado, SKATE IS NOT A CRIME, e toda essa experiência criou um carinho entre os que viveram esse período e sinceramente acho que entender isso e importante,

Enorme gratidão desse presente da vida.

 

SKATE ONTEM

Foi inocente inconsequente, foi a alma de skatista falando mais alto , era o querer estar junto de algo que estávamos criando sem nem perceber.

 

SKATE HOJE

E gratidão por no meio dessa loucura da vida de hoje saber que ontem fiz a escolha que minha essência quis, sem pensar no futuro vivi o presente, e mesmo hoje adulta cuidando do meu futuro tento sempre não esquecer que respeitar a sua essência e necessário para sua própria sanidade.

 

SKATE AMANHÃ

Eu já coloquei um skate elétrico na lista do Papai Noel

Lets ride

x

 


Monica Polistchuk
52 anos tendo começado no skateboard aos 12 anos.
Nos anos 80 o início foi pistas,rampas e half pipe em 85 se iniciou o street.
Campeã do primeiro Campeonato Brasileiro de Street Santos 1986. Categoria feminina
Entre 84 e 88 também treinei freestyle
Morei em Los Angeles de 87 a 88
Em 88 fui campeã do Grand Prêmio de Street skate categoria feminina
E fui a única garota a dropar no vertical até os anos 2000 no Brasil.